Coleção Linux Pocket Pro | Kit com os livros 1 a 4


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Coleção Linux Pocket Pro | Gerenciamento e desenho de Projetos

Essa edição aborda as tecnologias e soluções VoIP disponíveis para que você equipe sua empresa com o que há de mais moderno, eficiente e amigável, além de barato, é claro. Aprenda a instalar e configurar um servidor Asterisk com os principais recursos: Discagem Direta para Ramais – DDR –, Unidade de Resposta Automática – URA –, Distribuição Automática de Chamadas – DAC –, filas de atendimento, caixa postal de voz, planos de discagem e muito mais.
Também entrevistamos os executivos dos maiores fornecedores de equipamentos e das principais operadoras VoIP para você ficar a par de suas estratégias de mercado e descobrir qual se alinha melhor aos objetivos da sua empresa.

Seja reaproveitando hardware comodity, seja utilizando dispositivos próprios para a implementação de sistemas de terminais leves, o Linux e o Código Aberto tem tudo a ver com esse mercado. Nesta edição especial da Linux Magazine mostramos diversas soluções para a implementação de redes de terminais leves, sempre pensando em excelentes padrões de desempenho e em ótima relação custo-benefício.

LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

Recebi recentemente um email de um jovem brasileiro pedindo-me para ir a sua universidade e conversar com os alunos e os professores sobre o uso de Software Livre. Eu costumo ficar feliz em aconselhar universidades a usarem Software Livre, mas normalmente isso é feito em conjunto com alguma grande conferência na universidade ou em outro local. Eu simplesmente não tenho tempo para visitar todas as faculdades. Mas investiguei a universidade desse aluno e descobri que, na verdade, a Microsoft é sua patrocinadora. De fato, a universidade tem um grande banner na primeira página do seu site falando sobre a Microsoft como um parceiro. Foi a primeira vez que vi uma universidade fazendo propaganda de uma empresa em seu site.
Comecei a investigar um pouco mais a cidade do aluno e descobri que há outra universidade lá que é muito ativa no Software Livre. Eles têm um mirror do Debian e promovem ativamente o Software Livre.
A princípio, pensei que talvez as duas universidades pudessem unir forças e fazer um “Dia do Software Livre” em que eu pudesse palestrar. Depois, pensei que talvez os professores da universidade próxima do Software Livre poderiam conversar com os da outra e convencê-los dos benefícios de usar esta solução para ensino ou pesquisa. Mas quanto mais eu pensava no assunto, mais eu via que essa é a abordagem errada.
Já é hora de um boicote a universidades que usam softwares proprietário de código fechado.
Dez anos atrás um boicote não seria possível. Havia muito poucas universidades com acesso a suficientes softwares livres realmente bons para pedir aos estudantes que fizessem o “sacrifício” de evitar uma universidade que só usasse software proprietário para ensinar. Agora, com a variedade de Software Livre disponível e com o mercado pedindo novos programadores treinados com técnicas de desenvolvimento de Software Livre, além de várias boas universidades usando Software Livre no ensino, o “mercado” de universidades está pronto para o boicote.
Algumas pessoas talvez pensem que um boicote é um pouco extremo, mas as universidades certamente já tiveram sua chance de se mudar para uma forma mais racional de ensinar ciência da computação, engenharia de computadores, a maioria das ciências e até certas ciências humanas. Há enormes quantidades de softwares livres em praticamente qualquer categoria. Movimentos como o Creative Commons inauguraram a possibilidade de se construir sobre o trabalho de outros. A pesquisa agora é feita com os métodos colaborativos de trabalho. A hora de usar somente software proprietário (ou apenas algum software proprietário) já passou há tempos.
As pessoas precisam se perguntar por que as universidades ainda continuam usando software proprietário. Será que a Microsoft e outras empresas pagam à universidade para usar seus softwares, engaiolando os estudantes, talvez não pagando diretamente, mas sob o disfarce de “licenças com desconto” aos alunos e professores? Esse é um argumento falso, pois a maioria dos softwares livres são gratuitos, podendo todos ser livremente distribuídos.
Será que as universidades ainda usam software proprietário por causa do mito de que “os alunos conseguirão um emprego ao sair da faculdade”, apesar do fato de que o Software Livre agora é usado em quase todas as empresas do mundo, mesmo que elas (as empresas) não saibam? Elas usam software proprietário por causa do mito de que “é impossível ganhar dinheiro com Software Livre”, apesar do fato de que importantes empresas estão ganhando (ou economizando) dinheiro com Software Livre e contratando programadores de Software Livre?
Tenho uma teoria de por que algumas universidades ainda usam software proprietário, que não é agradável. Tem a ver com a falta de honestidade intelectual nos objetivos da universidade.
A função da universidade não é “treinar o aluno para que consiga um emprego”. Sua função é “treinar o aluno a pensar”, a obter e avaliar dados, a criar informações e a liderar pessoas. A função da universidade é fazer pesquisa para contribuir para a base de conhecimento, a fim de que possamos avançar e publicar essa pesquisa para que outros também consigam avançar. Universidades, particularmente as financiadas com verbas públicas, deveriam usar Software Livre para fazer essa pesquisa, também como base de sua pesquisa. O público não deveria ter que pagar duas ou três vezes pela mesma pesquisa. Vocês estão ouvindo, legisladores que financiam universidades públicas? Vocês estão ouvindo, executivos corporativos que pagam taxas para financiar essas universidades que dependem dos alunos para iluminar suas empresas com novas idéias?
Mas a tarefa final de convencer as universidades a usarem Software Livre cabe aos alunos como meu amigo que me enviou a carta pedindo uma visita a sua universidade. Vocês precisam “votar”. Investiguem se as universidades para as quais vocês estão prestando vestibular utilizam Software Livre em seus cursos. Se a resposta for “não”, escreva para o reitor da universidade e diga “Sinto muito, mas não posso cursar uma universidade que somente ensine a usar um produto, que não use e nem promova o Software Livre”. Com isso, você terá dado um voto a favor do uso do Software Livre nessa universidade.
Você deseja fazer pesquisa? Curse uma universidade que usa e promove Software Livre.
Quando as universidades descobrirem que os melhores alunos estão indo para “as concorrentes” (e as universidades COMPETEM), elas começarão a fazer mudanças.
Carpe Diem!
Que Absurdo!
Boicote? isso é um tremendo absurdo! Quando me formei, a universidade boicotava os softwares proprietários e nem por isso fizemos campanha nenhuma. Sou arquiteto de soluções e trabalho com soluções .NET e Java. Acho uma falta de respeito por parte de alguns integrantes da comunidade de software livre fazer esse tipo de campanha e considero uma falta de respeito destes com os demais profissionais do mercado. Há mercado para todos e parem com isso!
Sobre os dois comentários anteriores...
Caros,
Está claro quem é o autor do artigo, mas o site deveria ter publicado informação autoral nesta página. Quem recebe o artigo por email ou uma versão impressa não encontrará problemas para identificar o autor?
Caro andersonlaraujo,
Acho o boicote um equívco, mas não um ‘tremendo absurdo’ ou ‘falta de respeito’. É só uma opinião! Isso tem que ser discutido pela sociedade em parceria com o governo, o responsável pelas diretrizes educacionais! O que melhor expressa a idéia do autor é o décimo parágrafo onde a função social da universidade foi abordada. Formar ‘empregados’ ou ‘pesquisadores’? Quem traz mais benefícios? Instituições de ensino públicas e privadas não deveriam zelar pelo desenvolvimento científico da sociedade? Do que adianta formar ‘empregados’, utilizar tecnologias proprietárias de países desenvolvidos e ainda pagar por isso? As universidades são centros de pesquisa, porém sabemos que a nossa realidade é outra! Na minha humilde opinião, o mais importante é ter o direito de escolher entre SL e SP. Em vez de conclamar um boicote, ele poderia redigir um artigo descrevendo os benefícios advindos da utilização de SL no ensino das universidades! De qualquer forma, o artigo é muito bom!
Autor
Afinal, quem é o autor dessa matéria? Ela foi vinculada em outros sites ([1] e [2]) mas em nenhum deles, inclusive aqui, não esta claro quem é o autor.
Pelo título e pela foto do Maddog em [1] parece ser dele, mas seria bom deixar isso explícito.
Obrigado,
Marcos Hack.
[1] http://www.softwarelivre.org/news/12055
[2] http://www.softwarelivreparana.org.br/modules/news/article.php?storyid=2822