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Certificação LPI-1 3ª Edição
Infraestrutura de Redes
Samba: Windows e Linux em rede
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Para quem gosta de novidades, o kernel Linux 2.6.32 é um prato cheio. Liberado no dia 3 de dezembro de 2009, a nova versão do kernel de Linus Torvalds cresceu naturalmente em linhas de código – 4,6% maior que a versão 2.6.31, lançada 84 dias antes – e em número de arquivos, que pela primeira vez ultrapassou a marca dos 30 mil. Embora não tenha superado os históricos 15 mil commits do Linux 2.6.27, a versão 2.6.32 vem recheada de novidades para todos os gostos – e o melhor, com grande impacto sobre o sistema.
O novo recurso que atende pelo nome estranho de per-backing-device based writeback pode ser explicado como: cada dispositivo de armazenamento “no seu quadrado”. Até o Linux 2.6.31, uma única thread do kernel era encarregada de despejar nos discos os dados novos. Agora, com o novo recurso, cada dispositivo terá sua própria thread. O resultado: avanços de até 40% no XFS sobre LVM, 26% no Btrfs e 8% em geral quando usado um único disco.
Outra chegada marcante é a da opção de baixa latência no escalonador de I/O CFQ. Usuários de desktop vêm reclamando de perda de interatividade quando há um processo acessando intensamente o disco. O novo modo de baixa latência do CFQ evita esse problema, mas pode reduzir o desempenho do disco em troca.
Para os usuários de RAID via software, mais uma boa notícia: as infraestruturas MD e DM finalmente passam a ser capazes de utilizar múltiplos núcleos do processador.
Na onda da sustentabilidade, os desenvolvedores do kernel encontraram uma forma de reduzir o desperdício de memória. O novo recurso KSM permite a desduplicação de porções da memória, de forma que cada página replicada por mais de um aplicativo seja novamente unificada com um processo de COW (copy on write).
O KSM pode ser usado por qualquer aplicativo, mas é especialmente útil no uso de máquinas virtuais. Um anfitrião com KSM consegue fazer com que múltiplas máquinas virtuais Windows, por exemplo, compartilhem boa parte de sua memória. Como resultado, a Red Hat anunciou que uma máquina com 16 GB de memória foi capaz de sustentar até 52 máquinas virtuais Windows XP, cada uma com 1 GB de RAM.
Até o kernel 2.6.31, cada dispositivo precisava implementar sua própria forma de economizar energia, geralmente por meio de seu driver. Agora, o Linux finalmente criou uma infraestrutura genérica que permite que dispositivos de I/O entrem em modo de economia de energia e sejam “acordados” pelo kernel.
Além disso, o novo suporte à versão 4.0 do ACPI é mais um item daqueles em que o Linux se adianta ao mundo inteiro. Neste momento, nenhuma outra plataforma oferece esse suporte.
A forte interação da AMD com a equipe do kernel começa a mostrar resultados interessantes. Somado à chegada do gerenciador de memória gráfica GEM e do kernel mode setting, o esforço da AMD renovou os drivers dos chips Radeon r600 e r700, que agora utilizam as novas estruturas do kernel e têm suporte a 3D – embora ainda não ótimo – e à saída de TV.
No lado já tradicional da rival Intel, os principais avanços são na área de economia de energia e de recursos.
O hypervisor KVM foi um dos grandes beneficiados nesta nova versão do kernel. Com os novos avanços, o sistema de virtualização mantido pela Red Hat agora é mais veloz e leve.
Quem tem o hábito de compilar o próprio kernel ganha um recurso que pode facilitar muito a etapa de configuração do núcleo do sistema. Os novos alvos localmodconfig e localyesconfig trazem um pouco de inteligência a essa tarefa: com um @@make localmodconfig@@, o processo de configuração do kernel usa o comando @@lsmod@@ para verificar quais módulos estão carregados e incluir somente estes (ainda como módulos) na configuração. O comando @@make localyesconfig@@, por sua vez, consulta os módulos da mesma forma, mas compila-os de forma embutida no kernel.
A versão 2.6.33 ainda está, durante duas semanas, na fase de “janela de inclusão”, durante a qual é possível integrar novos recursos – depois dela, o único trabalho da equipe do kernel é a estabilização do que foi incluído.
Mesmo assim, já é possível supor que o DRBD (distributed replicated block device), dispositivo de blocos dedicado a ambientes distribuídos para alta disponibilidade, será incluído no kernel 2.6.33, assim como o suporte ao comando ATA trim, especialmente útil para discos de estado sólido (SSD).
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