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LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

Greg Kroah-Hartman, desenvolvedor Linux da Novell, está sugerindo um novo sistema de nomes para as versões do kernel. Sua proposta inclui os quatro dígitos do ano.
Greg afirma que pretendia dar essa sugestão durante o Kernel Summit 2008, ocorrido no último mês de setembro. Ele sempre esteve envolvido com a numeração de versões e acha o sistema atual difícil demais de gerenciar.
Sua recomendação: versões futuras do kernel Linux deveriam seguir o padrão quatro_dígitos_do_ano.versão_major.versão_minor. A versão_major indica o estágio mais macro do desenvolvimento, enquanto a versão_minor mostra as correções de falhas da versão major a qual pertence.
Seguindo esse padrão, a primeira versão do próximo ano seria 2009.0.0, a segunda 2009.1.0 e assim por diante. Se não for interessante usar versões de número zero, ele sugere o início em 2009.1.1, por exemplo.
Greg argumenta que esse novo sistema de numeração oferece uma forma melhor para determinar a idade de uma versão. O kernel 2004.9.0 revela sua idade mais claramente do que o 2.6.9.
O sistema atual segue o padrão 2.6.versão_major.versão_minor. Na nova proposta, as macros do kernel com números major e minor também teriam nomes compatíveis para evitar quebrar os scripts, como assegura o desenvolvedor em seu email.
Entre as primeiras respostas estava a de H. Peter Anvin, que achou mais fácil simplesmente incrementar o último dígito, como 27, 28, 29 etc. Ele acha que o atual prefixo 2 com os dígitos seguintes grandes já “não têm mais utilidade” e sugere mudar a versão para 3.0 e manter o sistema para “mudanças enormes”.
Adrian Bunk tem uma visão bem diferente e alertou contra alterações radicais que podem afetar não apenas o kernel e suas ferramentas, como também quebrar vários programas do espaço do usuário. Diversos desses programas interpretam o número de versão do kernel por meio de comandos como uname -r. Ele mostrou um trecho do script da biblioteca OpenSSL como exemplo.