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Seja reaproveitando hardware comodity, seja utilizando dispositivos próprios para a implementação de sistemas de terminais leves, o Linux e o Código Aberto tem tudo a ver com esse mercado. Nesta edição especial da Linux Magazine mostramos diversas soluções para a implementação de redes de terminais leves, sempre pensando em excelentes padrões de desempenho e em ótima relação custo-benefício.

LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

A Intel renovou seu programa de desenvolvimento para Linux, e dessa vez o WiMax é um componente central do programa. Em linuxwimax.org, a gigante dos microprocessadores oferece também uma nova pilha e os primeiros drivers para seus chips WiMax.
A tecnologia WiMax tem o nome técnico de IEEE 802.16e, e oferece taxas e distâncias de transmissão superiores às dos padrões 802.11b e 802.11g, os mais populares atualmente disponíveis no mercado e comumente chamados de WiFi.
A Intel pretende incluir um chip WiMax em todos os seus aparelhos móveis de conectividade – os chamados MIDs–, assim como em seus notebooks e também em telefones celulares.
A nova pilha WiMax é composta por duas partes. No espaço do kernel, os drivers lançados compreendem, por exemplo, o "WiMax/WiFi Link 5050" (Codinome Echo Peak). Sobre o driver roda ainda um daemon de espaço do usuário, além de bibliotecas e uma interface de controle. Esses componentes oferecem aos desenvolvedores e usuários funções como busca de redes, gerenciamento de roaming e controle do hardware.
A maioria do código que compreende a pilha e os drivers WiMax estão licenciadas sob a GPL, enquanto algumas partes utilizam a licença BSD e o
firmware
dos aparelhos é liberado sob a Intel Free Distribution Binary License. O Supplicant, cliente para autenticação em redes, também não está disponível sob uma licença livre, e seu código-fonte não está disponível.A empresa deixa bem claro em sua seção FAQ que a Intel Free Distribution Binary License não é uma licença de Código Aberto, porém seu uso é gratuito. Ela argumenta que o uso de aparelhos de rádio exige a certificação pelos órgãos federais competentes, como o FCC, nos EUA – e a alteração do código-fonte do firmware pelos usuários potencialmente violaria a certificação.
O site linuxwimax.org contém várias informações a respeito de novos desenvolvimentos da Intel para sua pilha WiMax, além do código-fonte de todas as partes disponíveis e os binários proprietários.
Saiba mais:
Harald Welte, desenvolvedor do kernel Linux conhecido entre outras coisas por ser fundador do projeto gpl-violations.org e o chefe do desenvolvimento original de arquitetura de sistemas do projeto OpenMoko, que há algum tempo foi contratado como consultor de estratégia Open Source da Via Technologies, começa a mostrar os primeiros resultados práticos do seu trabalho junto à fabricante taiwanesa de processadores e chipsets: a empresa acaba de liberar um driver de código aberto para as suas placas de vídeo.
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