Coleção Linux Pocket Pro | Kit com os livros 1 a 4


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Coleção Linux Pocket Pro | Administração de Redes

Coleção Linux Pocket Pro | Gerenciamento e desenho de Projetos

Essa edição aborda as tecnologias e soluções VoIP disponíveis para que você equipe sua empresa com o que há de mais moderno, eficiente e amigável, além de barato, é claro. Aprenda a instalar e configurar um servidor Asterisk com os principais recursos: Discagem Direta para Ramais – DDR –, Unidade de Resposta Automática – URA –, Distribuição Automática de Chamadas – DAC –, filas de atendimento, caixa postal de voz, planos de discagem e muito mais.
Também entrevistamos os executivos dos maiores fornecedores de equipamentos e das principais operadoras VoIP para você ficar a par de suas estratégias de mercado e descobrir qual se alinha melhor aos objetivos da sua empresa.

Seja reaproveitando hardware comodity, seja utilizando dispositivos próprios para a implementação de sistemas de terminais leves, o Linux e o Código Aberto tem tudo a ver com esse mercado. Nesta edição especial da Linux Magazine mostramos diversas soluções para a implementação de redes de terminais leves, sempre pensando em excelentes padrões de desempenho e em ótima relação custo-benefício.

LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

No último FISL, a Linux Magazine entrevistou Simon Phipps, Chief Open Source Officer da Sun, que, a respeito do processo de abertura do código-fonte dos softwares da empresa (incluindo a JDK), afirmou que "não existe experiência a respeito disso na indústria", advertindo aos leitores que "tenham em mente que nós sabemos que vamos errar" nesse processo. Simon Phipps infelizmente não compareceu à edição deste ano, mas os executivos presentes (Ray Gans e Rich Sands) esclareceram o que mudou nos últimos doze meses, por que algumas ações foram tomadas e o que podemos esperar para o futuro.
Primeiramente, em relação ao ano passado, a Sun aprendeu muito, segundo os executivos. No último FISL, pouco antes da conferência Java One, organizada pela Sun nos EUA, aproximadamente 96% do código-fonte da JDK estava liberado sob a GPL. Os trechos que faltavam ainda não haviam sido liberados por seus respectivos autores, efetivamente impedindo a Sun de tomar qualquer atitude em relação a eles. Hoje, a empresa já resolveu quase todas essas questões, após contatar esses desenvolvedores e chegar a acordos que lhes permitissem essa liberação ou, em alguns outros casos, trabalhando muito próxima à comunidade para escrever código (GPL, claro) para substituir os segmentos proprietários. A parte que ainda falta iberar é composta principalmente pelas bibliotecas de áudio.
Outro aspecto importante verificado pela criadora do Java foi a velocidade com que a JDK GPL foi incorporada a várias distribuições Linux --- "literalmente horas", afirmou Gans. "Poucas horas (literalmente horas!) após o anúncio na Java One, já havia um pacote da JDK para Gentoo. Mais algumas horas e o Fedora também já dispunha de um pacote". E assim foi, com várias distribuições incorporando a JDK a seus repositórios "numa velocidade estonteante". "Nós não prevíamos essa resposta tão rápida por parte da comunidade", afirmou Sands. O Iced Tea (um conjunto de patches sobre a JDK livre para suprir essas deficiências), da comunidade Fedora, por exemplo, levou apenas um mês para ficar pronto.
Para Rich Sands, uma parte importante do trabalho com a JDK aberta é garantir sua compatibilidade. Por isso, em agosto do último ano, a Sun anunciou a licença para o TCK (Technology Compatibility Kit). "Em novembro, a Red Hat adquiriu essa licença, construiu um framework de testes e começou a realizar testes com o Iced Tea para garantir sua compatibilidade".
O executivo afirmou ainda que "nós começamos a liberação do código do OpenJDK pela versão 7, cuja especificação da Java SE, 1.7, ainda não havia sido lançada. Mas logo descobrimos que os usuários queriam usar, hoje mesmo, uma versão livre. Por isso, criamos também a OpenJDK 6, que implementa as especificações Java SE 1.6, a que é usada atualmente".
Para a Sun, garante Ray, o Linux é estratégico, pois "queremos que o Java esteja em todos os lugares". O valor da abertura da OpenJDK é justamente aumentar a presença de outros projetos que dependam do Java, como o Glassfish, Netbeans e JavaDB, por exemplo. "Agora já temos toda a pilha de softwares de Código Aberto, desde o OpenSolaris até os componentes e aplicativos que rodam sobre o Glassfish."
Com os prêmios que oferecemos aos desenvolvedores, nós gostamos de afirmar que, muito mais do que a tradicional afirmativa de que "Código Aberto significa pessoas de verdade desenvolvendo softwares de verdade", nós agora permitimos que pessoas de verdade criem softwares de verdade e ganhem dinheiro de verdade.
Quando perguntados sobre os verdadeiros motivos e o real valor da aquisição da MySQL AB, Sands e Gans afirmaram que a base de usuários e a grande difusão desse banco de dados de Código Aberto foram os principais motivos da aquisição. No entanto, ainda não sabem especificar mais precisamente por que o PostgreSQL, cujo desenvolvimento tradicionalmente recebe importantes investimentos por parte da Sun, não supria essas necessidades da empresa --- por não serem exatamente desse ramo da companhia, focando-se mais em Java, argumentaram.
A respeito de previsões para o próximo ano, os executivos disseram acreditar que veremos o Java presente em todas as distribuições Linux, assim como pretendem já ter uma relação bem mais sólida com cada uma das distribuições.