Coleção Linux Pocket Pro | Kit com os livros 1 a 4


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Coleção Linux Pocket Pro | Administração de Redes

Coleção Linux Pocket Pro | Gerenciamento e desenho de Projetos

Essa edição aborda as tecnologias e soluções VoIP disponíveis para que você equipe sua empresa com o que há de mais moderno, eficiente e amigável, além de barato, é claro. Aprenda a instalar e configurar um servidor Asterisk com os principais recursos: Discagem Direta para Ramais – DDR –, Unidade de Resposta Automática – URA –, Distribuição Automática de Chamadas – DAC –, filas de atendimento, caixa postal de voz, planos de discagem e muito mais.
Também entrevistamos os executivos dos maiores fornecedores de equipamentos e das principais operadoras VoIP para você ficar a par de suas estratégias de mercado e descobrir qual se alinha melhor aos objetivos da sua empresa.

Seja reaproveitando hardware comodity, seja utilizando dispositivos próprios para a implementação de sistemas de terminais leves, o Linux e o Código Aberto tem tudo a ver com esse mercado. Nesta edição especial da Linux Magazine mostramos diversas soluções para a implementação de redes de terminais leves, sempre pensando em excelentes padrões de desempenho e em ótima relação custo-benefício.

LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

Para você que está acostumado com as interfaces gráficas — e as limitações — de seus programas de áudio favoritos, aqui vai uma dica: aprenda a utilizar as mais poderosas ferramentas de áudio pela linha de comando. Torne sua vida mais fácil com um trabalho inteligente e ágil de suas músicas preferidas, seja para ouví-las (se você for apenas um usuário iniciante), seja para trabalhar com eles digitamente (se você for um profissional da área).
Não se assuste simplesmente por ouvir a expressão "utilizar a linha de comando". Hoje em dia, a linha de comando ainda é muito mal vista pela maioria dos usuários iniciantes em Linux. Muitos pensam erradamente que para utilizar o Linux é preciso dominar a linha de comando e abandonar tudo quanto é ambiente gráfico. Isso não é verdade! É fato que existem usuários Linux que acham que a linha de comando é "tudo que se pode querer na vida", tanto que muitos nem utilizam uma interface gráfica, que, no entanto, foi feita para facilitar (e muito) a vida do usuário Linux. Saber utilizar a linha de comando dentro da interface gráfica de sua preferência só enriquecerá seu aprendizado: você não precisa se desfazer de seu ambiente gráfico preferido para aprender a utilizar o Linux.
Agora vamos tornar sua vida mais produtiva no que se refere ao uso da linha de comando para ouvir e editar músicas de sua preferência: falaremos sobre vários aplicativos e suas funcionalidades. Normalmente, os aplicativos de linha de comando são fáceis de usar e, por serem "enxutos", pode-se executar um número maior de tarefas simultâneas em um tempo extremamente reduzido.
O cmus é um excelente projeto de software tocador de música que está hospedado no SourceForge.net e que utiliza a interface ncurses. O ncurses (new curses) é uma biblioteca de programação para emulação do curses no System V. Essa biblioteca fornece uma API, permitindo que os programadores criem interfaces em modo texto (textual blocky UI) para seus programas em um terminal independente. Essa interface deixa o programa com a cara do editor de texto de linha de comando Vi.
Para quem não sabe, o Vi é um poderoso editor de texto para telas de terminais (do tempo em que não havia interface gráfica, mas podia-se usar toda a tela do terminal como uma interface em modo texto). Foi desenvolvido por Bill Joy em 1976 para a primeira versão do BSD. Nos dias de hoje, todas as distribuições Linux vêm embarcadas com o Vim (Vi IMproved, ou Vi melhorado), que é uma versão GPL melhorada do Vi.
O cmus, além de ser pequeno e rápido, foi desenvolvido para ser utilizado no Linux e em outros sabores UNIX. O "pequeno possante"' possui plugins de entrada para os formatos FLAC, Ogg/Vorbis, MP3 (libmad), Wav, AAC (libfaad), MP4 (libfaad + libmp4v2), as extensões .mod, .s3m, ... (libmodplug, mikmod), .mpc, mpp, .mp+ (libmpcdec), .wma (ffmpeg) e a .wv (wavpack). Como plugins de saída, o cmus trabalha com ALSA, libao, ARTS, OSS, Sun e WaveOut (Windows).
Seu modo de operação interpreta as tags de informação de artista e de álbum anexas aos arquivos, executando-as de acordo com seleção pré-definida. O programa apresenta o recurso de requisições de filas de músicas a tocar, aceita streaming em formatos MP3 e Ogg, como fazem o Shoutcast e o Icecast (sim! você pode ouvir sua rádio na Internet favorita com o cmus). Sua interface de busca pelas músicas é fácil de utilizar, possuindo o recurso de customização por cores da fonte utilizada no terminal, além de grande dinamismo no uso de comandos, semelhantes aos utilizados no Vi.
Figura 1 – Interface cmus em funcionamento.
Para adicionar uma determinada pasta ~/musicas para a sua playlist, por exemplo, simplesmente digite :a ~/musicas. Se você quiser fechar o programa, nada mais difícil que um :q ao estilo Vi para encerrá-lo. Para os fãs do Vi, nem preciso recomendar.
O ogg123 é o player de música oficial de arquivos Ogg Vorbis, totalmente funcional via linha de comando. Ele está incluso no pacote vorbis-tools, desenvolvido pelo Freshmeat. Esse agradável tocador de música de linha de comando foi desenvolvido para uso no Unix e em outros sistemas operacionais baseados no próprio Unix (como o Linux e o BSD). A ferramenta é capaz de tocar arquivos com extensões Ogg Vorbis, Ogg Speex e streams de áudio comprimidos do tipo FLAC.
O mpg123 é mais um poderoso tocador de MP3 via linha de comando, capaz de executar em tempo real os formatos de áudio MPEG 1.0/2.0/2.5 de camadas 1, 2 e 3 (para quem ainda não sabe, a MPEG 1.0 de camada 3 é a nossa conhecida MP3 mais comumente testada) e, assim como outros tocadores de mesma categoria, funciona em Linux, MacOSX, FreBSD, SunOS 4.1.3, Solaris 2.5, HPUX 9.x, SGI Irix e Cygwin.
O projeto mpg123 é um projeto hospedado no SourceForge.net que está sob a licença LGPL (lesser Gnu Public Lisence) desde a versão 0.60. Atualmente, o projeto está na versão 1.4.3 para download.
O oggenc é um encoder de linha de comando altamente flexível e potente, desenvolvido para formatos de arquivo Ogg Vorbis. Atualmente na versão 1.0.1, o aplicativo está sob a licença GPLv2 (Gnu Public License, ou Licença Pública Geral/GNU, versão 2) ou posterior. Isso significa que, com o lançamento recente da GPLv3, esse software está "automagicamente" sob esta nova versão. O oggenc pode ser localizado diretamente no FSD (Free Software Directory), o portal de diretórios da FSF (Free Software Foundation), e baixado diretamente do site do Vorbis.
Para converter arquivos de áudio nos formatos FLAC ou WAV para o formato codificado OGG, digite os seguintes comandos no diretório corrente onde os arquivos a serem convertidos estão presentes:
oggenc -b 192 *.wav oggenc -b 192 *.flac |
A opção -b informa o bitrate a ser utilizado nos arquivos codificados (no caso, o bitrate de 192kbps). Você também pode utilizar a opção de qualidade:
oggenc -q 6 *.flac |
A qualidade é um fator de programável de 1 a 10, sendo 10 a maior qualidade para o arquivo final. O oggenc é o encoder de linha de comando oficial da Ogg Vorbis, capaz de codificar arquivos no formato FLAC ou mesmo no formato WAV diretamente para o formato Ogg Vorbis. Também possui muitas opções que podem ser utilizadas via argumentos da linha de comando, como aumento ou diminuição da qualidade ou definição do bitrate dos arquivos.
O VorbisComment é um formato de metadado de base criado inicialmente para uso com o Ogg Vorbis. O mesmo tem sido adotado em especificações de encapsulamentos Ogg para outras codecs da Xiph.org, como Theora, Speex e FLAC.
A ferramenta em questão é usada principalmente para se obter informações básicas como título e o copyright de um trabalho, e seu escopo é similar ao das tags ID3 utilizadas em arquivos MP3. O VorbisComment é largamente suportado em players portáteis Ogg Vorbis, assim como em softwares de streamings, edição e playback. Inclusive, a sintaxe do VorbisComment é muito bem especificada, havendo várias convenções para os campos de nome em uso, além de poder ser definido como o mecanismo mais simples e mais amplamente suportado para o armazenamento de metadados junto a codecs da Xiph.org.
O vorbiscomment já está incluído no pacote vorbis-tools. Essa ferramenta permite a edição e a remoção de quaisquer tags de um arquivo Ogg Vorbis. Você também poderá adicionar qualquer tag de nome e valor ao arquivo.
O uso prático do vorbiscomment é um dos mais interessantes. Vamos a um exemplo? Uma vez que você tenha obtido os arquivos OGG desejados, você pode querer editar ou remover suas tags. Para limpar todas as tags nos arquivos do formato Ogg Vorbis, utilize a ferramenta vorbiscomment:
touch file vorbiscomment -w musica.ogg -c file |
O primeiro comando criará um arquivo vazio (caso ainda não exista). O segundo comando editará as tags do arquivo musica.ogg com a informação encontrada em file (ou seja, nada). Outro exemplo de uso muito poderoso dessa ferramenta é em scripts que podem ser criados por você mesmo. Veja o script abaixo, que é capaz de eliminar todas as tags dos arquivos de formato Ogg Vorbis. Vamos copiá-lo para um arquivo texto chamado remove_tags_ogg.sh:
#!/bin/bash #Este script remove tags de todos os arquivos #Ogg Vorbis encontrados echo "Removedor de Tag OGG" echo "Criando um arquivo vazio chamado "file"..." touch file echo "Iniciando a remoção de todas as tags OGG dos arquivos..." for i in *.ogg; do echo "Executando o comando 'vorbiscomment -w \"$i\" -c file'..." nice -n 15 vorbiscomment -w "$i" -c file done echo "Removendo o arquivo "file" vazio..." rm file echo "Feito! Todas as tags removidas com sucesso!" |
Para executá-lo, dê permissão de execução para o proprietário do arquivo (ou seja, seu usuário) e então o execute como mostrado abaixo:
chmod 755 vorbis_rm.bash ./vorbis_rm.bash |
Com isso, todas as tags dos arquivos no formato Ogg foram removidas. Entretanto, para tornar seu trabalho mais eficiente e rápido, você pode utilizar vários shell scripts em Bash, os quais editam o quão for necessário para deixar livre apenas os campos como o TITLE preenchido. A seguir, veja um script que preenche de forma automática apenas os campos TRACKNUMBER de cada arquivo Ogg Vorbis localizados no diretório corrente:
#!/bin/bash echo "Edição do campo TRACKNUMBER de arquivos \ OGG encontrados" n=1 for i in *.ogg; do echo "Executando o comando " echo "'vorbiscomment -a \"$i\" -t \"TRACKNUMBER=$n\"'"... nice -n 15 vorbiscomment -a "$i" -t "TRACKNUMBER=$n" n=$((n + 1)) done echo "Feito. Tags TRACKNUMBER completadas." |
Após executar esse script em um diretório com arquivos Ogg Vorbis, todos terão o campo TRACKNUMBER completados. Para maiores informações sobre como utilizar o vorbiscomment, digite em seu terminal o comando man vorbiscomment.
O flac é uma ferramenta de codificação e decodificação de arquivos no formato FLAC (Free Lossless Audio Codec), capaz de convertê-los para o formato WAV e vice versa. Evite confusões: flac é a ferramenta de linha de comando para codificação, decodificação, teste e análise de streams FLAC. Já a FLAC pode descrever tanto o formato de arquivo quanto o próprio codec.
Diferente dos arquivos no formato MP3, AAC e Vorbis, os arquivos no formato FLAC não perdem dados quando são comprimidos. O uso do FLAC reduz as necessidades de largura de banda e de armazenamento sem sacrificar a integridade da fonte do áudio. Uma gravação de áudio digital (como uma trilha de um CD de música) codificado para FLAC pode ser descomprimido em uma cópia idêntica de dados de áudio. As fontes de áudio codificadas para FLAC conseguem uma compressão típica em torno de 40 a 50%. O FLAC é indicado para uso diário em qualquer playback ou archival, com suporte ao uso de tags, capas e fast seeking. O padrão é livre e de código aberto, podendo ser muito bem suportado por diversos aplicativos de software. Atualmente seu uso não está tão difundido quanto merecia.
Vamos a um exemplo. Para converter um arquivo no formato FLAC em um arquivo no formato WAV, digite:
flac -d file.flac |
flac -d *.flac |
O player ainda possui muitos parâmetros de configuração disponíveis, permitindo até mesmo a seleção do nível de compressão utilizado. O FLAC é um formato razoavelmente popular, já que oferece uma qualidade de áudio sem perdas em níveis de compressão baixos como WAV. Essa ferramenta é um software completamente livre. Para maiores informações de como utilizar essa poderosa ferramenta de linha de comando, veja sua página de manual no terminal, usando o comando man flac.
O cuebreakpoint é utilizado em conjunto com o shnsplit. Isso o ajuda a separar os arquivos no formato FLAC e WAV de arquivos no formato CUE ou TOC. Ele simplesmente os identifica e os retira de dentro dessas arquivos de imagens.
O cuebreakpoints marca os breakpoints de arquivos CUE e TOC, onde estão localizados os arquivos FLAC e WAV. Assim, os breakpoints são apresentados em um formato utilizável pelo shnsplit (que é parte do pacote shntool). Como o primeiro pregap da faixa não pode ser anexo à faixa anterior, ele é prefixado para a faixa tanto em modo append quanto em modo prepend. Se a intenção for ter a faixa sem isso, precisa utilizar o modo split para separá-las.
Se nenhum arquivo for especificado, a stdin (entrada padrão) é utilizada. Se um nome de arquivo for especificado, mas não o formato, este será escolhido baseado em um sufixo ".cue" ou ".toc". Para saber mais sobre o cuebreakpoints, digite no terminal o comando man cuebreakpoints.
O shnsplit é um utilitário de linha de comando para visualizar e/ou modificar dados do tipo WAVE e sua respectivas propriedades. Utilize-o com o cuebreakpoints para separar arquivos do formato WAV ou FLAC, como mostra o comando abaixo:
cuebreakpoints audio_file.cue | shnsplit audio_file.flac |
Vamos a um exemplo básico do uso do cuebreakpoints junto ao shnsplit? Alguns álbuns vêm com um único arquivo FLAC e um marquivo CUE que armazena a informação necessária para separar o arquivo. Nesse caso, utilize o cuebreakpoints e o shnsplit juntos:
cuebreakpoints album_name.cue | shnsplit album_name.flac |
E o mesmo para o WAV:
cuebreakpoints album_name.cue | shnsplit album_name.wav |
Isso resultará em vários arquivos .flac ou .wav, separados de acordo com os tamanhs especificados no arquivo CUE. Você também pode editar o arquivo CUE com um editor de textos e alterar o tamanho das separações para, assim, concatenar duas ou mais músicas em um único arquivo.
O mp3blaster é um projeto do SourceForge.net e consiste em um player popular para os formatos de arquivos MP3 e Vorbis. Ele possui uma interface do tipo TUI (Text User Interface).
O Mp3blaster é um player MP3 para computadores rodando sistemas operacionais Unix-like (Linux, FreeBSD, diversos sabores do Unix etc). Sua interface com o usuário é totalmente baseada em texto (interface do tipo TUI, Text User Interface), o que elimina a necessidade de um ambiente gráfico como o X-Windows. É importante afirmar que isso não é um limitante: como em qualquer outro programa de MP3, você encontra botões do tipo play, stop, pause, next track etc.
Figura 2 – Mp3Blaster em ação com sua interface TUI.
Atualmente o Mp3Blaster está na versão 3.2.3 (lançada em agosto de 2006). A alteração mais interessante dessa nova versão é a capacidade de redimensionamento da tela de forma dinâmica. Porém, infelizmente, a última versão não se encontra disponível nos links do site oficial. Apenas a versão 3.2.0 estava disponível para download no momento da escrita deste artigo.
O ogginfo é uma ferramenta para descrever o conteúdo dos arquivos ".ogg" e seus meta-dados. O programa mostra informações detalhadas sobre os arquivos Ogg.
Essa ferramenta consegue ler um ou mais arquivos Oggo e decodifica os comentários contidos neles, conseguindo escrevê-los em uma saída padrão, em um formato do tipo "attribute=value" (atributo=valor), um por linha. O primeiro atributo a ser impresso será sempre o nome do arquivo da stream. Infelizmente, o ogginfo não aceita URLs.
Além dos comentários, o ogginfo também imprimirá os seguintes atributos para cada bitstream lógico com o arquivo:
Figura 3 – As informações obtidas pelo ogginfo são exibidas em um terminal.
O mpd (Music Player Daemon) é um servidor que permite a execução de arquivos de áudio como FLAC, MP3, Ogg Vorbis, WAV e AIFF, além de ser capaz de gerenciar playlists. Ainda assim, você precisará de um cliente de áudio para poder ouvir as músicas fornecidas pelo servidor. Você pode escolher tanto o cliente mpc para uso em CLI (Command-Line Interface, ou Interface de Linha de Comando) ou o cliente Sonata, que é uma GUI (Graphical User Interface, ou Interface Gráfica com o Usuário).
O MPD é desenhado para integrar um computador a um sistema estéreo que forneça controle para playback em uma rede local. A versão atual do MPD é a 0.13.2, lançada em 17 de junho de 2008, na qual vários bugs foram corrigidos. Entre as melhorias se destacam um armazenamento mais rápido das playlists, suporte ao Bonjour e sufixos .oga para containers Ogg. Você pode ver o changelog utilizando o seguinte comando:
svn log -v -r7384:7176 \ https://svn.musicpd.org/mpd/tags/release-0.13.2 |
O RipIT é um script feito em Perl que facilita a criação de arquivos MP3 a partir de CDs de áudio. O script suporta FLAC, Lame, Oggenc e Faac. Vamos explicar o seu funcionamento: primeiro ele tenta encontrar o artista e o título da música com o CDDB_get.pm. O CDDB_get.pm pode submeter e editar as entradas CDDB no freedb.org. As faixas escondidas e as músicas fantasmas são detectadas e separadas em pedaços de som, e um arquivo TOC (CUE) permite queimar as WAVs com texto sem nenhum gap no modo DAO. Para maniores informações sobre o RipIT, veja sua página de manual em man ripit.
O music123 é um player de áudio com uma CLI (Command-Line Interface, ou Interface de Linha de Comando) capaz de executar arquivos Ogg, MP3 e WAV. Algumas avaliações sugerem que ele se comporta um pouco melhor que o mpg132 e o ogg123. Se você alterar o arquivo de configuração, o music123 será capaz de executar qualquer tipo de arquivo de áudio que seus players sejam capazes de executar. Você pode encontrar uma descrição mais detalhadas nos sites de repositórios de pacotes do Debian e do Ubuntu.
O cdparanoia é uma bibliotecas do Projeto Paranoia. Essa ferramenta extrai o áudio de compact discs (seus CDs de música) diretamente como dado para o seu disco rígido e escreve os dados para um arquivo ou pipe em formatos WAV, AIFC ou uma raw PCM linear de 16 bit. A versão corrente do cdparanoia é a cdparanoia III 10.0. O cdparanoia pode ser baixado diretamente do site ou via svn. Esta é a ferramenta livre mais utilizada para se "ripar" músicas. Está embarcada em programas muito utilizados para esse processo como o Grip, um player e "ripador" de CDs de áudio com interface feita em GTK. O Grip pode utilizar ferramentas externas como a CDDA2WAV, a qual falaremos dela e de suas irmãs (que, além de "ripar", já codificam diretamente o arquivo resultante para os formatos MP3 e Ogg Vorbis)
Existem três ferramentas de ripping e encoding para CDs de áudio (CDDA) disponíveis no Linux: cdda2wav, cdda2mp3 e cdda2ogg. Vamos falar sobre cada uma delas a seguir:
O cdda2wav é um software licenciado por Heiko Eißfeldt e liberado sob a GPL da Free Software Foundation. Todos os sistemas operacionais que suportam o cdrecord pode executar o cdda2wav. De acordo com o site oficial do projeto, apenas o DOS e outros sistemas operacionais mais "exóticos" não são suportados (veja aqui a tabela). As novas versões suportam títulos no formato cd-text, com exceção dos formatos 16-bit. Os formatos asiáticos e demais ainda não são suportados. O cdda2wav suporta os ids CDDB e CDINDEX, mas não suporta codificação em MP3 on-the-fly. O cdda2wav é parte integrante do pacote cdrtools e está na versão 1.11. Você pode fazer o download aqui. Para maiores informações, dê uma olhada nas FAQs (Frequently Asked Questions, ou Perguntas Mais Freqüentes) no site do projeto. É bem completo.
O cdda2ogg é um script que utiliza o comando cdda2wav para extrair todas as faixas de áudio (com o cdda2wav) e codifica-os utilizando o respectivo codificador de MP3 pdo ogg123. O ogg123 é fornecido com as ferramentas do Vorbis e deve ser instalado separadamente.
De acordo com as páginas de manual do cdda2ogg, esse script não tem intenção de ser a solução para o arquivamento de músicas digitais. Essa ferramenta não utiliza banco de dados como o CDDB. Para isso, você deve utilizar o cdda2wav, pois é na etapa de ripping que o cdda2wav busca as devidas informações no CDDB sobre a música/álbum em questão.
O cdda2mp3 converte as faixas de um CD de áudio para arquivos no formato mpeg3 (nosso conhecido formato MP3). Iniciando por meio de um formato track_number, essa ferramenta cria os arquivos name_n.mp3, sendo que name é o parâmetro "nome" e n é o "número" da faixa. É gerada então uma playlist carregável pelo XMMS, e todos os arquivos são criados no diretório corrente. Você pode baixar essa ferramenta aqui.
De acordo com o site oficial do projeto, o SoX (Sound eXchange) é o "canivete suíço" dos programas de processamento de áudio. Este utilitário de linha de comando pode converter vários formatos de arquivos de áudio, além de poder aplicar vários efeitos a esses arquivos de som durante o processo de conversão. Como um bonus, o SoX pode tocar e gravar arquivos de áudio para várias plataformas Unix.
O SoX suporta a conversão, a execução e a gravação de dados de som em formato RAW de vários estilos de dados e os dados de som textual, além de arquivos Amiga 8svxe MAUD, Apple/SGI AIFF, SUN .au (e seus sub-conjuntos), AVR, CD-R e VMS, RAW GSM, Machintosh HCOM, MP3, IRCAM, seguidos de uma longa lista. Dentre as dezenas de efeitos aliáveis aos arquivos de áudio, temos os filtros Band-pass, Band-reject, Deemphases e efeitos como Chorus, aplicação de equalizador, flanger, entre outros. O SoX atualmente está na versão 14.0.1.
O streamripper é mais um dos fantásticos projetos hospedados no SourceForge.net. Trata-se da ferramenta mais indicada para efetuar ripping de rádios online. Você que vive ouvindo rádios e gostaria de gravar seus programas ou suas música favoritas, essa é a ferramenta ideal. O streamripper está disponível, na versão 1.63.5, para download em um arquivo no formato tar.gz, ou como um executável para a plataforma Windows®.
Entre suas novas características, destacamos a inclusão de um arquivo de configuração para o armazenamento de parâmetros e o novo método experimental de detecção silenciosa. Muitos bugs foram corrigidos desde a versão anterior. Para maiores informações, consulte as informações atualizadas no site do projeto.
Deixamos para falar da "cereja do bolo" no final. O MPlayer é o software para execução e manipulação de áudio e vídeo mais conhecido do mundo Linux. Porém, neste artigo, falaremos apenas sobre suas funcionalidades de áudio. Sabia que você pode utilizar o mplayer como um tocador de músicas (um verdadeiro console de audio) de sua playlist de uma forma inusitada? Veja o "truque" descrito abaixo:
cd /home/user/music find *.mp3 | mplayer -shuffle -playlist - < /dev/null |
Dentro de seu diretório de arquivos de áudio (no caso o diretório music dentro do diretório-conta do usuário user), ele encontra todos os seus arquivos com extensão .mp3 e os executa em ordem randômica. Para executar as músicas presentes apenas no diretório corrente, substitua o find *.mp3 pelo comando ls.
O MOCP (Music On Console Player) é um tocador de músicas livre baseado no ncurses que surgiu como um projeto no SourceForge.net e está atualmente nas versões 2.4.3 (estável) e 2.5.0-alpha3 (em desenvolvimento). Essa ferramenta foi desenvolvida por Damian Pietras, sob a licença GPL, e pode ser baixado de seu site oficial.
Para utilizar essa ferramenta, é necessário apenas selecionar o arquivo pelo menu similar ao do Midnight Commander. Assim, o MOC tocará todos os arquivos desse diretório, começando pelo arquivo selecionado. De acordo com o site do projeto, não há necessidade de se criar playlists em outros programas de áudio. Você também pode combinar alguns arquivos de um ou mais diretórios que contêm arquivos de áudio, em uma única playlist. A lista a ser executada poderá ser salva em um arquivo do tipo .m3u ou então pode-se deixar que o programa lembre a playlist em uso toda vez que ele for iniciado.
Outro recurso interessante é a capacidade de execução do MOCP mesmo quando se precisa utilizar o terminal que está em uso pela ferramenta. Simplesmente pressione q para que a interface do tocador seja desvinculada do terminal, deixando o servidor em execução. Você pode reanexá-la mais tarde ou mesmo anexar uma das interfaces a uma console e a outra a um emulador de terminal X, não sendo necessário trocar a interface apenas para tocar outro arquivo.
O MOCP suporta streams via Internet (como Icecast e Shoutcast) e tipos de arquivo MP3, Ogg Vorbis, FLAC, Musepack, Speex, WAVE, AIFF e AU, além de outros formatos não tão populares suportados pelo libsndfile. O projeto está sempre em desenvolvimento, assim como o suporte a novos formatos de arquivo.
Essa ferramenta também possui outras características, como um mixer simples, diversos temas de cores e um sistema de busca de menu (playlist ou dirtetórios), como o M-s no Midnight Commander. A maneira como o MOC cria os títulos das tags também é configurável, além de disponibilizar a saída via OSS, JACK e ALSA. É importante ressaltar que o arquivo binário resultante da compilação é chamado de mocp, cuja função é evitar conflitos com outros programas em muitos sistemas.