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Seja reaproveitando hardware comodity, seja utilizando dispositivos próprios para a implementação de sistemas de terminais leves, o Linux e o Código Aberto tem tudo a ver com esse mercado. Nesta edição especial da Linux Magazine mostramos diversas soluções para a implementação de redes de terminais leves, sempre pensando em excelentes padrões de desempenho e em ótima relação custo-benefício.

LME 01 | Redes e SistemasA administração de sistemas é uma ciência ativa e multifacetada e é necessário mais do quer logs ou acompanhar os relatórios do Nagios para se considerar um iniciado nessa arte. É por isso que dedicamos ao sysadmin e a administração de sistemas nossa primeira edição da Linux Magazine Especial. Com cada uma das seções da revista iniciadas por um artigo de Augusto Campos, nosso colaborador assíduo em sua Coluna do Augusto, pretendemos abordar cada uma das facetas da administração de sistemas.

Há alguns anos atrás a Cisco, acidentalmente, inseriu Código Aberto em um de seus roteadores Linksys (empresa então recentemente por ela adquirida). Esse código foi liberado para, na versão seguinte, se tornar novamente proprietário e ser fechado outra vez.
Afinal, qual é a relação da Cisco com o Software Livre e o Código Aberto? Bom, digamos que ela tem pleno direito a cidadania corporativa que alcançou e é uma de suas características em todo o mundo - e que os escândalos fiscais no Brasil, no ano passado, envolvendo alguns de seus funcionários, não afetaram de forma significativa. Mas devemos entender, também, que ela não é exatamente amistosa no que tange ao uso e desenvolvimento de Código Aberto. O que por enquanto não chegou a fazer grande diferença, por conta do "padrão de qualidade Cisco"
Mas, a Cisco poderia se tornar vulnerável a entrada de Código Aberto em seu campo de ação? O blog especializado em tecnologia de Dana Blankenhorn & Paula Rooney acha que sim. E o culpado seria o Vyatta Vyatta , uma distribuição Linux baseada em Debian e focada na implementação de roteamento em redes.
O Vyatta vem alcançando grande popularidade entre empresas integradoras de produtos de VoIP e intranet, por exemplo. Um de seus grandes atrativos é a possibilidade de utilizar código da distribuição, mantendo esse mesmo código aberto, em projetos de hardware de telecomunicações corporativo, ao mesmo tempo em que se garante que "extras" introduzidos por um determinado fabricante não necessitam ter seu código aberto.
O Vyatta possui duas versões: a que pede subscrição do produto e a VC4, versão mantida pela comunidade. Os últimos movimentos da distribuição, no entanto, apontam para um aumento de aproximação em relação a empresas, e a uma tímida presença junto as comunidades de desenvolvedores. Parece que, para o Vyatta, construir canais de venda é mais importante do que fidelizar uma comunidade - parece, também, que eles começam a ter sucesso. E tudo isso oferecendo tecnologias de rede similares as da Cisco sem a utilização de dispositivos proprietários - se bem já existam appliances equipados com o Vyatta - e por uma fração do preço cobrado pela multinacional americana.
Será que a Cisco enfrentará a primeira ameaça real a sua hegemonia em uma década? Se sim, descobrimos qual será a relação futura da Cisco com o Código Aberto: ela se chamará concorrência. Ou aquisição, dependendo do caso.
A companhia norte-americana Xirrus lançou uma versão de código aberto para Linux do seu programa de monitoramento de redes sem fio, o Xirrus Wi-Fi Monitor. Implementado como um gDesklet, o monitor de redes sem fio mostra detalhes da conexão corrente e um histórico de conexões anteriores, além de apresentar um modo de visualização similar a um "radar", representando, de modo resumido, todas as redes disponíveis nas proximidades.
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