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Certificação LPI-1 3ª Edição
Infraestrutura de Redes
Samba: Windows e Linux em rede
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No princípio era apenas o MS Office. Os formatos binários proprietários de documentos da Microsoft tornaram-se um padrão não oficial no mundo inteiro. Com o crescimento do Software Livre e de Código Aberto, diversas pessoas e empresas perceberam o alto custo de se tentar manter a compatibilidade com esses formatos da gigante de Redmond.
Foi então que o consórcio OASIS desenvolveu um formato aberto (ODF) de documentos de escritório para permitir a abertura e a gravação desses arquivos por qualquer software de escritório, fosse ele livre ou proprietário.
O formato ODF foi aceito como padrão pela Organização Internacional de Padronização (ISO), e quase concomitantemente tornou-se também o padrão de escolha em diversos países, estados e cidades. Adicionalmente, recebeu o apoio de inúmeras empresas dos mais diversos tamanhos.
Mesmo mantendo uma forte predominância sobre o mercado de aplicativos de escritório, e podendo tirar proveito de um formato aberto como o ODF, a Microsoft optou por adotar uma postura contrária a esse importante padrão, criando então seu formato OpenXML. Surpreendentemente, apesar de seu rascunho de 6000 páginas conter trechos binários (trechos de símbolos sem qualquer significado impressos em papel) e conter numerosas deficiências técnicas e práticas — incluindo assuntos relacionados a patentes — o OpenXML foi aceito como padrão pelo Ecma, um grupo privado de fabricantes europeus de computadores.
Em virtude da aceitação pelo Ecma, o padrão OpenXML foi proposto como padrão à ISO num processo acelerado, chamado Fast Track. A ISO depende dos votos de dezenas de países para aprovar um novo padrão. No Brasil, o órgão responsável pela decisão do voto nacional é a ABNT, que havia se comprometido a decidir e comunicar seu voto (o voto do país inteiro, em última instância) ao órgão internacional.
Na última reunião dos envolvidos na ABNT o resultado foi um tanto dividido. Hoje, poucos dias antes do prazo final para a decisão brasileira, a redação da Linux New Media foi informada de que a ABNT chegou à decisão final de seu voto para a ISO.
O Brasil votará "Não com comentários" na ISO, o que significa que recomenda a rejeição do novo formato da Microsoft como padrão ISO, oferecendo ainda questionamentos técnicos e legais para embasar sua decisão. Somado aos votos negativos de outros países como Estados Unidos, China, Polônia e Índia (que acaba de confirmar seu voto), a ISO encontra-se cada vez mais perto de rejeitar o formato OpenXML como padrão.
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