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Notícia
Linux Magazine na Bossa Conference 2008Esta notícia foi visualizada 787 vezes.
Às 9:34 de uma (rara) manhã nublada em Porto de Galinhas, Brasil, Sandro Alves, Gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) inaugurou a edição de 2008 da Bossa Conference. Sandro apresentou um pequeno vídeo mostrando em detalhes a história e as atrações de Porto de Galinhas, em Recife (onde o INdT está localizado atualmente) e o estado de Pernambuco (onde está localizado a cidade de Recife). Alves deu as boas vindas aos 250 presentes com palavras entusiasmadas a respeito da última edição da Bossa Conference e o quão bem sucedida ela foi, ao alcançar seus objetivos. Na conferência, logo após a abertura, o gerente do INdT explicou o que o instituto faz, e o mais importante, porque as pessoas do instituto o fazem. Movido pelo projeto & por conceitos, não por tecnologiaSandro caracteriza o INdT como um instituto "movido pelo projeto e por conceitos" e não um instituto "movido pela tecnologia", embora deixe perfeitamente claro que isso não é uma crítica aos desenvolvedores de Código Aberto. "Quando nós começamos, éramos movidos pela tecnologia", disse ele, "mas gradualmente fomos percebendo que 'ser movidos pelo projeto e por conceitos' era uma abordagem muito melhor, e isso tem funcionado muito bem desde então." A unidade de Recife do INdT emprega apenas Código Aberto no desenvolvimento de novas aplicações e frameworks para os dispositivos móveis da Nokia, e é sobre isso que fala a Bossa Conference: "o evento é projetado para promover interação entre os desenvolvedores", atesta Sandro. Se você pensa que essa é apenas mais uma conferência nerd, bem, é melhor você fazer uma segunda avaliação. "A Bossa Conference é projetada para maximizar o tempo em que as pessoas podem interagir umas com as outras." O programa inclui sessões diárias 'prolongadas', em que os participantes são levados a qualquer localização estritamente social, com a finalidade de trocar idéias e conceitos sobre programação para plataforma de dispositivos móveis – e algumas vezes ter uma chance de conhecer seus ídolos. "Nesses eventos, os desenvolvedores alcançam uma produtividade muito maior que a colaboração remota", nos informou Alves. Os 72 empregados do INdT têm muita diversão em suas rotinas diárias. Seus trabalhos incluem hackeamento de "tudo, desde o kernel até a GUI", continuou Sandro em seu discurso, "tentando seu melhor e testando novas idéias e conceitos, para tornar a experiência no uso de dispositivos móveis embarcados cada vez melhor. Para isso eles abusam da linguagem de programação Python "pela sua grande aplicabilidade na criação de novas idéias", que os ajudam a criar projetos bem sucedidos como o Canola (já na versão 2.0), o Carman e o Mamona. "O próprio Carman foi exibido em um evento de carros em São Paulo, em que ele foi exposto tanto como um centro de mídia, como um índice de desempenho", diz Sandro orgulhosamente. Criterioso com Código AbertoQuando questionado se as conquistas em Código Aberto do instituto, embora fomentadas pela Nokia, poderiam ser utilizadas por qualquer um, Alves apenas respondeu que eles ainda estão trabalhando nisso, mas que "isso é realmente uma opção da Nokia". Em sua política de publicação de Código Aberto, Sandro revela que eles apenas abrem algo quando seu código está "100% pronto". ComunidadeNo INdT, "a comunidade de Código Aberto é tanto um cliente quanto um parceiro", informa Sandro, explicando que muitos dos desenvolvedores do instituto respondem às demandas da comunidade, ao passo que eles são freqüentemente ajudados pela mesma comunidade. Os participantes vindos da comunidade, na Conferência, são pessoas que "amam criar código", como definem a si próprios, informa Sandro "sem nenhuma inclinação política ou ideológica", adiciona. O limite de 250 pessoas é para garantir que apenas as pessoas mais qualificadas e motivadas estejam no evento e o retorno positivo de todos – do público, dos palestrantes e até dos organizadores – confirma o sucesso do evento. 2008 melhor ainda que 2007Em comparação à edição de 2007 da Bossa Conference, há uma série de melhorias. Além do "upgrade" no nível do hotel, um resort extremamente bonito, o programa agora possui poucos palestrantes e "um cronograma mais humano". Também, muita atenção foi dispensada na escolha dos palestrantes. De acordo com Sandro a "consolidação do evento na agenda internacional de conferências", é outro ponto positivo nesse ano. 2007 foi um bom ano. "Nós educamos mais de 2000 pessoas no Brasil no desenvolvimento de software para dispositivos móveis embarcados", calculou Alves. Isso incluiu Code Camps, Nokia Technology Days e muitos outros projetos para interagir com os estudantes unversitários. "Nós tentamos fazer coisas significativas", declarou o gerente. "Então nós precisamos ajudar os que estão à nossa volta a se envolverem conosco". Sandro ressalta um pequeno, mas curioso, exemplo: "se você não mostra a Ferrari para as pessoas, ninguém vai querer dirigi-la". É por isso que o INdT precisa cativar tanto desenvolvedores quanto usuários, de modo que as pessoas escolham o que podem programar para que dispositivos móveis, fazendo que todo o ecossistema se beneficie em conjunto. "Interagir com estudantes universitários também é uma maneira de recrutar mais e mais pessoas talentosas e de gabarito para nos ajudar a melhorar nossos conceitos e projetos", finaliza Alves. Apenas três horas haviam passado desde o começo da Bossa Conference e a impressão que fica é a de que as pessoas presentes estão realmente ajudando a definir o futuro do Código Aberto em dispositivos móveis embarcados. Para acessar a matéria em inglês, clique aqui. Compartilhe
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