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Android versus LiMo

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compartilhar Twitte isso! Publicado em 19/05/2008 às 19:04

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Após o recente anúncio da LiMo sobre a entrada da Verizon em sua fundação, as coisas parecem começar a esquentar entre a plataforma para dispositivos móvies da LiMo e a plataforma correspondente do Google, o Android. Ambas as plataformas são de código aberto, baseadas no Linux e possuem grande potencial para implementação comercial já para o próximo ano. O que, então, as diferencia?

Ambas as plataformas são baseadas em Linux, mas estão distantes da uniformidade. Na verdade, podemos destacar seis pontos-chave que as diferenciam: financiamento; status de desenvolvimento; aplicativos; dispositivos; interesse do público e design.

Financiamento

A LiMo é uma plataforma financiada pela LiMo Foundation. A sua diretoria consiste nas empresas Motorola, NEC, NTT DoCoMo, Orange, Panasonic, Samsung, Vodafone e, atualmente, a Verizon. A mesma possui 34 membros em sua lista. Cada membro diretor paga uma taxa anual de US$ 400 mil, e cada membro associado (atualmente 25 membros) pagam anualmente US$ 40 mil. Isso demonstra um faturamento anual de pelo menos US$ 4,6 milhões, só de associação.

O Android é uma plataforma financiada pela OHA (Open Handset Alliance) composta por 33 membros além do Google. Inclui três dos sete fundadores da LiMo (Samsung, Motorola e NTT DoCoMo). Não ha descrições de valores envolvidos além dos US$ 10 milhões do desafio de desenvolvimento do Android (Android Development Challenge). Esse valor não prova o real montante de investimento no Android.

Resumindo: ambos os projetos possuem grandes empresas envolvidas e grande financiamento. O que varia é a liderança: no LiMo, existe um conjunto de sete empresas encabeçando uma diretoria, enquanto no Android a liderança massiva cabe ao Google.

Status de desenvolvimento

A LiMo anunciou em janeiro de 2007 que o primeiro handset seria lançado em 2008. O programa de interface do aplicativo (API - Application Program Interface) utilizado para seu desenvolvimento, e o seu kit de desenvolvimentod e software (SDK - Software Development kit) estarão disponíveis na segunda metade de 2008.

O Android foi anunciado em 5 de novembro de 2007 e a primeira versão de seu SDK foi lançada em uma semana. Os primeiros handsets Android estão planejados para o final de 2008.

Resumindo: a LiMo tem dispositivos no mercado e uma API disponível, mas não tem nenhum SDK. O Android não tem nenhum dispositivo disponível mas já tem um SDK na mão dos desenvolvedores. Antes de sequer termos alguém brincando com as aplicações LiMo, já temos muitos aplicativos desenvolvidos para o Android.

Aplicativos

Os aplicativos para o LiMo podem ser escritos em C/C++ para que possam rodar de forma nativa.

As aplicações do Android são feitas em Java, então todas as aplicações irão rodar em uma máquina virtual. Máquinas virtuais significam sobrecarga de CPU, o que demonstra que os aplicativos não rodarão de forma tão eficiente quanto os nativos. Entretanto, isso garantirá um ambiente de aplicativos padrão para todos os dispositivos Android.

Os aplicativos LiMo estão rodando em uma linguagem que o sistema operacional entende, enquanto os aplicativos para o Android rodam em um ambiente virtual, por cima do sistema operacional. O interessante é que pode-se criar uma máquina virtual Java em C ou C++ que tornará possível rodar os aplicativos Android em dispositivos LiMo ao escrever máquinas virtuais compatíveis. Para quebrar o direcionamento para o Android, seus aplicativos não executam sobre um Java VM, e sim sobre um Darlik VM

Dispositivos

Existem vários handsets baseados em LiMo no mercado, fabricados pela Panasonic, NEC, Motorola, Purple Labs, LG, ou mesmo Aplix. Além , claro, dos parceiros de distribuição da Vodafone e NTT DoCoMo. Para acrescentar, a Verizon anunciou planos para oferecer dispositivos LiMo em 2009.

Para o Android temos a HTC, que está trabalhando em pelo menos três handsets Android para 2008, e a LG, que está trabalhando em pelo menos um dispositivo para 2009. Dentre os demais fabricantes registrados como membros da OHA temos a Motorola e Samsung. Dentre os parceiros de distribuição temos a Sprint Nextel, T-Mobile, China Mobile, Telefonica e Telecom Italia.

Interesse do público

O interesse do público pelo LiMo é bastante reduzido. Há pouco sobre o Limo sendo comentado além do inóspito mundo dos press releases. É difícil encontrar algum estusiasta LiMo, ou mesmo comunidades a volta dos dispositivos LiMo.

No Google, o entusiasmo é gigantesco, com direito a várias comunidades de desenvolvedores e entusiastas. Muito se especula sobre o futuro do Google Phone. Existe um número razoável de artigos sobre o Android, além de diversos fóruns.

Design

O LiMo é apenas o middleware do dispositivo, uma parte do pacote de software que vem com um aparelho móvel. Já o Android é muito mais que um simples pacote de software, sendo considerado como uma coleção de aplicativos pronta para equipar um produto final. Não é a toa que o apelidaram de Google Phone — o telefone do Google.

A partir dessa análise podemos ver que ambos fornecem soluções completamente diferentes. O Google fornece uma solução completa, de cabo a rabo, enquanto o LiMo é apenas a fundação, da qual os desenvolvedores podem construir a experiência do usuário desde a base.

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