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Notícia
Reflexões de um Cachorro LoucoLinux Professional Institute e os materiais de treinamento Publicado em 23/02/2010 às 21:17Por Jon 'maddog' Hall Recentemente, ocorreu uma discussão na lista de e-mails do Linux Professional Institute (LPI) sobre por que o LPI não publica seu próprio material de treinamento para ajudar os alunos a se preparar para seus exames. Comecei a responder na lista, mas decidi responder de verdade aqui mesmo. O LPI, obviamente, é uma organização sem fins lucrativos que cria exames de certificação para administradores de sistemas Linux. Ele é independente de distribuição e tenta ser abrangente em seus testes. Quando começamos o LPI, há muitos anos, houve uma longa discussão sobre o LPI criar ou não seu próprio material de treinamento. Nessa época, o Linux era uma indústria ainda em sua infância, e o número de livros, publicações e (particularmente) cursos de Linux era relativamente baixo. Muitas certificações dessa época (incluindo um "concorrente direto" do LPI) ofereciam tanto certificação quanto treinamento, sendo o treinamento muito, muito caro. Ela dava a impressão (correta ou não) de que a certificação existia apenas para criar a demanda pelos cursos. Havia definitivamente uma percepção de que, quando a demanda por cursos diminuísse, a certificação seria alterada para aumentar novamente a receita com treinamentos. O LPI decidiu ser superior a isso e ser a certificação justa. Isso deixou as empresas de treinamento competir entre si, não com o LPI, e criar os melhores cursos possíveis. Nós esperávamos que as pessoas pudessem continuar aprendendo a partir de várias fontes, fossem elas cursos com laboratório, livros, CD-ROMs, fóruns na Internet ou simplesmente "a escola da vida". Pessoalmente, eu também acreditava (e continuo acreditando) que, como o LPI jamais poderia testar todos os aspectos da profissão de administrador de sistemas (assim como ninguém conseguiria ensinar num curso tudo sobre qualquer profissão), que o que um administrador de sistemas realmente precisa saber é um superconjunto do material do exame LPI, e portanto um superconjunto do que constaria em qualquer curso ou guia de treinamento. Por fazer os alunos procurarem informações em vários locais, o LPI instiga e duplica o que qualquer Sysadmin fará pelo resto de sua vida. O candidato aprende a peneirar a grande quantidade de dados disponíveis e encontrar as informações de que precisa para fazer suas tarefas. Acredito que nenhum livro ou curso de treinamento conseguirá prepará-o completamente para a vida e o emprego de administrador de sistemas. Você precisa FAZER. Precisa digitar os comandos, ter a frustração de não conseguir fazê-los funcionar, receber a epifania da compreensão e, depois disso, você saberá para sempre. Eu já fui administrador de sistemas (e ainda sou em vários aspectos). Já fui e já fiz. Os fundadores do LPI concordavam que devemos publicar os objetivos e questões de exemplo para permitir que o candidato trate isso como um guia, e para permitir que eles vissem as áreas que o LPI (e os administradores de sistemas que contibuíram com objetivos e perguntas para os exames) acha importantes. Da mesma forma, qualquer empresa de treinamento (ou até um indivíduo) poderia desenvolver de forma independente um bom material para os exames do LPI. Isso poderia incentivar a concorrência e a abertura, dois dos pontos-chave do Software Livre. Desde essa época, já houve diversos livros, CD-ROMs e cursos produzidos em torno dos exames LPI. Muitas pessoas já estudaram os objetivos e exames de exemplo no site do LPI usando esses materiais de treinamento e passaram. Acho que o LPI escolheu a filosofia certa, e embora sempre deva haver uma revisão dos objetivos listados e perguntas de teste para certificar que a fonte ofereça uma boa amostragem dos testes, eu ainda rejeito a ideia do LPI criar seus próprios "guias de estudo". Carpe Diem. Compartilhe
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Não concordo
Respeito este posicionamento da LPI, mas não concordo. Vários outros órgãos que emitem certificações reconhecidas mundialmente elaboram seu próprio material, mas nem por isso deixam de ter credibilidade. Acredito que a LPI poderia sim, disponibilizar um material dela mesma. Já que a preocupação é com a imagem que possa ser passada, o material poderia ser vendido sem visar lucros ou ser adotada qualquer outra estratégia. O PMBOK por exemplo tem o seu próprio livro, mesmo assim outros autores lançam seus livros sobre o mesmo assunto. E será que o PMBOK perde credibilidade com isso?